A Coleção de Crustacea do Museu Nacional/UFRJ

A coleção de Crustacea do Museu Nacional/UFRJ é uma das maiores da América Latina e foi iniciada ainda no início do século XX, como resultado das coletas de Carlos Moreira, pesquisador alocado ainda no Departamento de Entomologia. O Setor de Crustacea, e consequentemente a ampliação da coleção, foi iniciado somente a partir de 1945, com as atividades de pesquisa de Alceu Lemos de Castro (1920 - 1988) , especialista em Isopoda e com ampla influência científica nacional e internacional. A partir da década de 1980 a coleção começou a ser informatizada utilizando-se o Sistema de Gerenciamento de Coleções (SGC) programa desenvolvido pelo Prof. de Malacologia do Departamento de Invertebrados Luis Carlos Alvarenga e o analista de sistemas do NCE Carlos Frederico Paresque de Araújo. Mais recentemente o SCG tem sofrido atualizações para linguagem e formato mais atuais através de verba do projeto “Modernização e infra-estrutura das coleções marinhas do Museu Nacional/UFRJ financiado pelo CENPES/PETROBRAS. O Harpia, nome atual do programa, está sendo utilizado em diversas coleções do MN, incluindo a Carcinologia, e em breve estará disponível para baixar gratuitamente em página na internet do Museu Nacional. O trabalho de informatização e curadoria dos lotes é lento e requer mão de obra especializada. Desde 2006, o setor conta com uma técnica, Mônica Gloria P. Moura que tem realizado esse trabalho de curadoria inicialmente com auxílio do CNPq (proc. no: 403301/05) e depois com auxílio do CENPES/PETROBRAS. Atualmente, a coleção conta com aproximadamente 20.600 lotes informatizados, sendo que outros milhares aguardam para serem processados. Nesse contexto temos cerca de 2500 espécies registradas distribuídas em 347 famílias nos diferentes grupos de Crustacea. A listagem de espécies da coleção de Crustacea do MN e a consulta dos tipos com dados completos podem ser efetuadas nesse site nos links correspondentes. Empréstimos são possíveis através de contato com a curadora da coleção, Profa. Cristiana Serejo - csserejo@acd.ufrj.br ou com a técnica Mônica Gloria P. Moura - monicamoura@mn.ufrj.br.

A coleção de espécies-tipo inclui aproximadamente 696 lotes representando cerca de 200 espécies. Os tipos são importantes numa coleção científica uma vez que representam o material base para a descrição original da espécie. Portanto, recebem um cuidado especial pelos curadores e geralmente são marcados com fitas vermelhas para se diferenciarem dos demais lotes.

Os lotes estão sendo gradualmente etiquetados com etiquetas geradas em impressora a laser. Muitos lotes ainda não estão tombados, mas estão sendo triados em família e depois separados em vidros maiores, especialmente quando se trata de grupos pequenos como Copepoda, Tanaidacea, Amphipoda etc. Portanto há muito material a ser trabalhado e os especialistas devem entrar em contato para maiores informações sobre a coleção.

A maior parte da coleção de Crustacea do MN inclui material da plataforma continental (até 200 m) de grupos como Decapoda, Amphipoda, Isopoda e Cirripedia das regiões Sul, Sudeste e Nordeste do Brasil, sendo que muitos lotes de Cirripedia, Amphipoda e Isopoda são provenientes de outras partes do mundo devido a atividade dos especialistas como Paulo S. Young, Cristiana Serejo e Alceu Lemos de Castro respectivamente. A partir de 2000, importante e inédito material de Crustacea de mar profundo (de 200 a 2200 m) foi incorporado à coleção de Crustacea como resultado dos projetos REVIZEE Score Central – prospecção pesqueira e Caracterização das Águas Profundas da Bacia de Campos CENPES/PETROBRAS.

Atualmente, toda a coleção de Invertebrados do Museu Nacional (incluindo a parte de Crustacea) está acondicionada em armários deslizantes compactadores localizados na Sala de Coleções “Dr. Prof. Paulo Secchin Young”. Tais armários, juntamente com a climatização da sala de Coleções, foram adquiridos através de verba da Fundação Vitae.